Pages

30/10/2008

O apanhador de sonhos.

0 comentários
Se viver era não ter você.
Prefiro estar morto e sujo.
Juro que prefiro não ter.
Termino o dia no estrago da vida.
Seria mais simples e lúdica com algo.
Que viria no seu planar.
Sem se esforça, nem desmanchar as vestes.
Que me deu na noite dezenove
Clara e pálida ficou a feição da madrugada.
Zombar da tristeza virou diverçao
Que me alimentava.
Ate que de fome, me deixou viver.
Assim sem gestos que mexa que balance que enlouquece.
Vivi forçado a desnatura minha própria alegria.
Desnuda sem vergonha.
Volumosa ficava ao canto.
Olhando cada passo seu.
Distante reclama a mim cadê o sonhador.
Apanhou sonhos e partiu.
Ficou tirano de si mesmo.
Sim foi o sonhador que apanhou sonhos é partiu.
A terra é distante sem barco que leve ou que traga.
Tragado pela solidez da vida.
Que antes fazia planos.
agora apanha sonho Vivendo outros momentos.
Pobre sonhador.
Apanhador! Junta pedaços.
Deixados aos chãos nas camas.
Que procurava sorrindo
Aberta as portas achava motivos.
Inteiro para viver, na beira.
No nada e no tudo viveu o sonhador.
Sem dormi, acendeu e apagou.
Passou e viveu.
Um momento romântico entre loucos e filisteus.
Estranheza voraz.
Acendeu viveu sonhou, apagou acordou definhou.
Entre opostos engarfados.
ES longe do olhar.
E perto do sonhar.
Rezo pra dormi e não acordar.
se foi um sonhador.

26/10/2008

O magico

0 comentários
As políticas de incentivo a cultura e os espaços para exposições de vários tipos de artes vêm crescendo dentro de Maceió mesmo que em passos curtos. No dia vinte oito de Maio de dois mil é oito o projeto quarta de arena abre as portas para o publico alagoano desfrutar da peça o mágico com elenco formado por atores alagoanos (Nilton Resende, Igor Vasconcelos, Simone Maria). Texto adaptado do livro Mario e o mágico (Mario und der zauberer).

O drama fala de um mágico que chega a uma cidade e aterroriza os moradores da mesma com suas ilusões depois de muitas humilhações o povo da cidade a (platéia) se revolta contra o mágico (cipola/Nilton Resende) entre eles um rapaz chamado Jose que se revolta com aquela situação humilhante o livro foi escrito na época do fascismo e, cipola representa os ditadores autoritários, que se apaixona por Jose por ver neste a figura do herói por fim fica claro e gritante que a peça trata dos relacionamentos humanos, de um alguém que deseja dominar e alguém que deseja ou não ser dominado.

O processo de preparação desse trabalho foi feito em quatro meses, à direção da peça (Fátima farias e Nilton Resende) divulgaram que precisavam de lenço e foram feitos alguns testes (não tivemos nenhum trabalho de técnicas vocais ou corporais isso ate certo ponto afirma o curto tempo que tínhamos para deixa a peça pronta. Nilton Resendi) o trabalho foi de cada ator eles buscavam criar seus personagens nos ensaios a direção da peça buscava achar a melhor forma interpretativa para aquele trabalho dramático. Nesta temporada aconteceram algumas mudanças o texto dramático foi aumentado cipola que na estréia estava gritando meio ate que esotérico e alucinado agora tem uma roupa nova, mais contido mais irônico e gestual, com isso ele ganhou força e insinuosidade. Depois de muita procura de um ator que enfrentasse fazer o papel de Jose, entra no grupo Igor Vasconcelos estudante de artes cênica da universidade federal de alagoas. a cena mais polemica da peça é o beijo que cipola dar em Jose esse beijo representa a humilhação de Jose que beija cipola achando ser sua esposa Silvia. A trilha sonora feita por Marcelo marques acompanha toda peça como se fosse um violino afinado a iluminação deixa claro o clima psicológico do ambiente das pessoas naquele momento, apesar do palco ser de cipola e os outros atores não terem muitos movimentos a profundidade do palco única à iluminação foi muito bem usada sempre com os atores sentados e cipola se movimentando na frente, jogo dos espelhos causa uma reação no publico saber que Jose, Silvia representam eles na vida cotidiana o cenário ao fundo com duas cadeiras e um quadro mostra bem a imagem cotidiana das pessoas sentadas enquanto que cipola o ditador dar ordem e toma seu vinho na frente do palco. As cenas que traduz toda peça é o beijo e uma dança que cipola faz um dos personagens fazer este estar hipnotizado e ao sim de suas palavras ele começa a dança.
Quem sabe um pouco mais de cor no escuro do mágico representasse uma esperança de vida, pois o ditador só traz dor e agonia ao povo a peça não deixa para a platéia a esperança de amanham.
Estamos acostumados a ir ao teatro só para destratar os trabalhos dos atores alagoanos, saímos de lar refazendo toda peça e crucificando os que a idealizaram, esquecendo que amanham estaremos no palco e a mesma coisa será feita conosco, Não teço criticas mais observações de trabalho, aplausos a direção do Mágico e a todos que fazem a historia do teatro alagoano

31/01/2008

Anderson Serpa e Joathas Bezerra. Parceria que deu certo.

0 comentários

Trabalhando juntos há três anos, a dupla Anderson Serpa e Joathas Bezerra, uniram música e poesia para produzir um show onde arte de cantar fosse vista e sentida pelo público.

A segunda formação da Banda Carcará, foi retomada por Anderson Serpa, Joathas Bezerra e Anderson Costa, formando um grupo musical que vem agradando aos ouvidos mais exigentes. Para Joathas Bezerra, que é violonista, a música deve ser sentida pela alma, sendo a expressão viva da arte. Suas bases musicais estão na bossa e no blues, e em suas composições há uma mesclagem de rítimos, formando um som puramente regional.

Foto: Joathas Bezerra no show "A Você"

Sobre Anderson Serpa

1 comentários

Anderson Serpa, natural de Recife-PE, é poeta, cantor, compositor, ator e dirige peças de teatro. Atualmente trabalha no projeto da peça "Mundo Paralelo" que irá estrear este ano no Teatro Deodoro, na capital alagoana. Suas composições vão da MPB ao Blues e entre seus parceiros na música estão Joathas Bezerra, Paulo Mendes, Anderson Costa, Thiago Refrão, Marcelo Marques e Diogo Oliveira com quem em seu último show intitulado "A Você" cantou o blues "A Cor da Blusa". Para conferir um pedacinho do show, que além dos gêneros blues e MPB, teve muito maracatu, é só acessar o link do you tube: www.youtube.com/andersonserpa10 (vídeo do maracatu "Cabeça de Lampião" e o vídeo do blues "A cor da Blusa" com a participação de Diogo Oliveira.
Foto: Diogo Oliveira e Anderson Serpa

30/01/2008

No nada.

1 comentários
No nada.

Hoje me bateu tristeza.
Pedras vão e pedras foram.
E eu continuo aqui.
Não sei se lento.
Ou fora de forma.
Paralítico ou sem vontade.
Um pródigo mendigo da verdade.


Sem vestimentas de vontade.
Incumbido de vazio.
Acho a flor amarga da esperança.
Em vagos surdos lagos de lagrimas.
Em perimas sobras.
Caminho calado.
Copiosos cristais flamam minha pele.
Da face, do ombro do peito.
Menino solitário mendigo sem jeito.
Cada som escreve o que eu quero escutar.
Ao fundo sou surto não quero mais falar.

Livro: nem todos os poetas são mortos
Anderson ser

28/01/2008

ponto.

1 comentários

Sem buscar palavras bonitas.
Ou alinhar textos literários.
Sem gemer de dentro da mente.
E não ter o peito cheio de dor.
Ofegar a magoa de ontem.
Lembra do futuro morno.
Sonhar com as latas vazias.
Vazio seria meu sonho.
Não terei muitas palavras.
Dentro da linha do segundo.
Afundarei-me amargo.
Malfadado ficará.
Em um sitio maltratado.
Nada vem e nada vai.
Sem ver sentir ou pensar.
Tudo átomo, tudo morto tudo morno.